Após a paralisação total das atividades dos policiais civis, um foragido condenado por crime envolvendo violência doméstica foi recapturado por policiais militares, na quarta-feira (22), mas acabou sendo liberado em seguida. Sem hesitar e na frente dos policiais, ele comemorou: “Iuhul! Tô indo embora”, festejou (veja vídeo abaixo).
As delegacias especializadas na capital pararam os serviços durante todo a quarta-feira. Os policiais civis, em greve, se concentraram em frente ao Instituto Médico Legal. “O impasse com a Polícia Civil e com os colegas do IML ainda não foi resolvido”, diz Marcos Paulo de Sousa, integrante do comando de greve da capital.
O empresário Luiz Joaquim Gomes estava revoltado. Ele aguardava há mais de doze horas a liberação do corpo do irmão. Os auxiliares de autópsia também paralisaram as atividades. “É um desrespeito total”, afirmou.

A paralisação durou 12 horas e terminou às 20 horas, mas isso não é garantia que a população vai ser atendida. Segundo os manifestantes, a greve continua com apenas 30% dos policias se revezando no serviço.
O secretário de Segurança Pública, João Furtado, reafirmou que o ponto dos grevistas está sendo cortado e que já mandou propostas às duas categorias.“Já aviso que não é proposta de aumento salarial, porque a comissão de aumento salarial do Governo já disse que não pode dar aumento este ano”, explicou.
O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) disse que a categoria aceitou as propostas de promoção e de produtividade apresentadas pelo governo, mas ainda não houve acordo em relação ao reajuste salarial.
g1

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